Batismo

Coordenadora: Ana Maria

“Na verdade bebereis o meu cálice e sereis batizados com o batismo com que eu sou batizado”.

Mateus 20.23

“Pelo Sacramento do Batismo nos tornamos filhos de Deus, membros da Igreja e participantes da missão régia, sacerdotal e profética de Jesus Cristo. Esta é, em poucas palavras, a fundamentação teológica do Sacramento do Batismo. A responsabilidade pela educação cristã da criança, em primeiro lugar é dos pais e a seguir dos padrinhos. Por isso, pais e padrinhos devem conhecer bem os fundamentos de nossa fé e viver de acordo com os mesmos.”

DIRETRIZES

Diretrizes para a Pastoral do Batismo

I. Introdução 

1.1. O Santo Batismo, sacramento da fé, é o fundamento de toda a vida cristã, o pórtico da vida no Espírito e a porta que abre o acesso aos demais sacramentos. Pelo Batismo somos libertados do pecado e regenerados como filhos e filhas de Deus, tornando-nos membros de Cristo, somos incorporados à Igreja e feitos participantes de sua missão (cf. Catecismo da Igreja Católica, n.º 1213).

1.2. Portanto, “o Batismo é necessário para a salvação para aqueles aos quais o Evangelho foi anunciado e que tiveram a possibilidade de pedir este sacramento. É por isso que a Igreja cuida de não negligenciar a missão que recebeu do Senhor, de fazer ‘renascer da água e do Espírito’ todos aqueles que podem ser batizados”. (Catecismo da Igreja Católica, n.º 1257).

1.3. A celebração do Sacramento do Batismo, como uma fonte de água viva (cf. Jo 7,38), é um ponto alto na existência das pessoas e no processo de conversão desencadeado pela evangelização. Nesse momento importante, vivenciamos a íntima comunhão com Deus e com os irmãos e as irmãs, pois esta é a nossa vocação. (CNBB – Animação da Vida Litúrgica no Brasil, n.º 85). Percebe-se nitidamente que “o significado e a graça do sacramento do Batismo aparecem com clareza nos ritos da sua celebração”. (Catecismo da Igreja Católica, n.º 1234). Mergulhadas no mistério da paixão, morte e ressurreição de Cristo, as pessoas se tornam novos membros da Igreja, acolhidas pelo Pai, pelo Filho e pelo Espírito Santo.

1.4. Assim, “a primeira tarefa da Igreja, anterior a qualquer outra, é a formação do Povo de Deus e a construção da própria unidade”. (CNBB – Igreja: Comunhão e Missão, n.º 84). “Como batizados, sentimo-nos atraídos pelo Espírito de Amor, que nos impele a sair de nós mesmos, a abrir-nos para os irmãos e a viver em comunidade. A experiência de comunidade de fé se concretiza de modo crescente na família, nas pequenas comunidades eclesiais, nas paróquias que, em comunhão com o bispo, formam a diocese”. (CNBB – Catequese Renovada, n.º 215).

1.5. Dessa maneira, celebrando o Sacramento do Batismo, a Igreja não descuida daqueles que acolhe em seu seio, mesmo que tenham, pelas mais variadas razões, afastado-se da comunidade eclesial. “Muitas portas desses irmãos afastados esperam o chamado do Senhor (cf. Ap 3,20) através dos cristãos que, assumindo missionariamente seu Batismo e Confirmação, vão ao encontro daqueles que se afastaram da casa do Pai”. (CELAM – Santo Domingo, n.º 131).

II. Equipe de Pastoral do Batismo 

2.1. Seja constituída a Pastoral do Batismo, preferencialmente por casais, constantemente renovada nas suas mais diversas dimensões na forma de servir, celebrar e acolher as pessoas, na perspectiva de novo ardor missionário, novos métodos e novas expressões.

2.2. Todas as equipes paroquiais da Pastoral do Batismo estejam em sintonia entre si, em nível de setor e diocese, haja equipes específicas para a Pastoral do Batismo em vista da organização, formação permanente e espiritualidade, procurando seguir essas diretrizes.

2.3. A equipe de Pastoral do Batismo deve compor-se de quatro grupos para atender, sem sobrecarregar pessoas, as quatro etapas a serem percorridas: inscrição, preparação, celebração e acompanhamento pós-batismo.

2.4. A equipe de Pastoral do Batismo deverá, anualmente, estudar estas Diretrizes, tendo como referência o Catecismo da Igreja Católica e o Código de Direito Canônico.

III. Acolhida 

3.1. Haja todo empenho por parte da comunidade na acolhida das pessoas que vêm pedir o Batismo (pais, padrinhos e adultos não batizados). Que elas sejam bem valorizadas em cada etapa do trabalho pastoral.

3.2. A comunidade, na sua forma de acolher e caminhar com as pessoas, esteja sempre aberta ao diálogo, especialmente com os mais humildes, respeitando as mais diferentes mentalidades para testemunhar a fraternidade evangélica.

IV – Inscrição 

4.1. Os agentes de pastoral responsáveis pela inscrição para o Batismo sejam cuidadosamente preparados.

4.2. Batizando de qualquer idade pode inscrever-se, por si ou pelos responsáveis, na paróquia de sua residência ou naquela onde participa efetivamente.

4.3. Nenhuma criança poderá ser excluída da inscrição para o Batismo se os pais, independentemente de sua situação matrimonial, mostrarem fundada esperança de que o(a) filho(a) será educado(a) na fé católica (cf. Cân. 868).

4.4. O padrinho e a madrinha de Batismo deverão ter a idade mínima de 16 anos e professar a fé católica (cf. Cân. 874).

4.5. Para a realização do Batismo de uma criança, residente em outra diocese, exija-se a transferência assinada pelo pároco respectivo.

V. Preparação 

5.1. Os pais da criança a ser batizada e os padrinhos sejam devidamente preparados (cf. Cân. 851). A preparação seja entendida como um conjunto de iniciativas que visem a acender, reanimar e intensificar a chama da fé (cf. CNBB – Pastoral do Batismo, 4.3).

5.2. A preparação para o Batismo deverá ser de, no mínimo, dois encontros, em dias diferentes da celebração. O local fica a critério do pároco. 

5.3. Três temas deverão ser desenvolvidos nos encontros: Jesus Cristo, Comunidade (Igreja) e Sacramento do Batismo.

5.4. Para as crianças acima de 7 anos, que haja catequese adequada segundo as Diretrizes Diocesanas de Catequese de Primeira Eucaristia. No caso de adultos, que haja catecumenato de integração comunitária, correspondendo às diversas etapas, de acordo com o ritual e a realidade de cada comunidade.

5.5. Que seja entregue aos pais e padrinhos comprovante de participação no encontro de preparação para o Batismo, com validade de dois anos, e que seja unificado em seu formato e conteúdo para toda a diocese.

VI – Celebração 

6.1.  A equipe de celebração do Batismo deverá propiciar condições para uma participação consciente, ativa e festiva de todos, também da comunidade, pois é acompanhando os gestos e as palavras desta celebração que os fiéis são iniciados nas riquezas que este sacramento encerra e realiza em cada novo batizado (cf. Catecismo da Igreja Católica, nº 1234).

6.2.  A maior expressão da alegria da comunidade que acolhe um novo membro é estar presente na celebração e não apenas os familiares e convidados.

6.3.  O local adequado é a igreja paroquial ou os locais de freqüência da comunidade. Para facilitar a presença e melhor significar o sentido comunitário, não é permitido o Batismo em casas particulares ou nos hospitais, ressalvados os casos de extrema necessidade (cf. Cân. 860).

6.4.  Sublinhando o caráter pascal, que a celebração seja feita, habitualmente, em dia de domin go e, quando possível, na Vigília Pascal, o grande dia da festa do Batismo (cf. Cân. 856).

6.5.  Para os adultos, após uma preparação prolongada, realizar-se-á, de uma só vez, a administração dos sacramentos da iniciação – Batismo, Primeira Eucaristia e Crisma – mediante autorização do bispo (cf. Cân. 866 e 883).

VII – Acompanhamento 

7.1. Constituir equipes de visitação domiciliar, com espiritualidade missionária, para ir ao encontro das famílias, principalmente as afastadas, reforçando-lhes o convite para retornar à comunidade.

7.2. A espiritualidade missionária aparece quando a comunidade toma consciência de que não pode olhar apenas para suas estruturas conhecidas ou para as pessoas que espontaneamente vão à sua procura, e quando ela é capaz de refletir, planejar e executar uma pastoral que não se acomode à rotina e às preocupações burocráticas institucionalizadas.

7.3. Assim, o acompanhamento será a expressão da prática do Cristo Evangelizador, a partir das quatro exigências da Ação Evangelizadora integradas entre si:

  • Testemunho – acolhimento de seus novos membros e suas famílias;
  • Serviço – sensibilidade diante das necessidades e aspirações das pessoas;
  • Diálogo – com o mundo, com as diferentes culturas e religiões, com as outras Igrejas cristãs e nas próprias comunidades;
  • Anúncio – da pessoa de Jesus Cristo e, a partir dele, gerar no coração das pessoas uma nova esperança.

Estas Diretrizes foram aprovadas na 8ª Assembléia Diocesana, de 15 de novembro de 1997, ano de reflexão sobre o Sacramento do Batismo, segundo orientação do IV Plano Diocesano de Ação Evangelizadora, em consonância com a Carta Apostólica “Tertio Millennio Adveniente”, de João Paulo II e o “Projeto Rumo ao Novo Milênio” da CNBB. E foram promulgadas pelo bispo diocesano, Dom Eduardo Koaik, na mesma ocasião.

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